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Caso Kátia Vargas: ‘Que nenhum de nós seja submetido a injustiça’, diz mãe de irmãos mortos

A mãe dos irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, que morreram em um acidente envolvendo a médica Kátia Vargas, há seis anos, lamentou o resultado de decisão que mantém a absolvição da médica nesta quarta-feira (2).

“Mantenho a esperança, mantenho a minha confiança na Justiça. Quem sou eu para apontar Kátia Vargas? Eu digo sempre isso às pessoas que me param na rua. Agora cabe saber que a sociedade lá fora, muitas mães todos os dias estão no meu WhatsApp, em grupos, dentro do metrô, no ônibus onde eu ando, me abraçam e dizem: ‘Mãe, lute. Acredite na justiça’”, disse Marinúbia Gomes.

Por 10 votos a quatro, desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiram por anular a suspensão do julgamento, onde Kátia Vargas foi inocentada.

A decisão ainda cabe embargo de declaração, que é um meio usado nos processos para que sejam explicados pontos da deliberação. Depois disso, a família tem 15 dias para recorrer do parecer, e levar o caso para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Quatro ministros devem participar desse debate.

“O Tribunal de Justiça da Bahia deve saber que essas mães confiam nesses homens [da Justiça]. E eu confio em Deus e confio neles. Deem o voto que quiser, nós vamos para Brasília. Todos os dias eu peço a Jesus: ‘Meu pai celestial, se Kátia Vargas não tocou em meus filhos, que o senhor dê a inocência a Kátia Vargas. Que nenhum de nós seja submetido a injustiça. Mas se Kátia Vargas tocou em meus filhos, que ela seja, pelo menos, responsabilizada. Porque a sociedade espera que o Tribunal de Justiça junto com o Ministério Público defendam [a população]”, completou Marinúbia.

“Nós dependemos de vocês, Tribunal de Justiça. De vocês, homens inteligentes. Homens que estudaram e que têm o saber e as leis nas mãos. Jesus disse que muito será cobrado a quem muito foi dado. Eu confio em Deus e confio na Justiça”.

Durante o parecer que manteve a absolvição da médica, a mãe das vítimas saiu da sala várias vezes e precisou ser amparada por familiares. A votação durou cerca de duas horas e contou com a presença de estudantes de direito de instituições públicas da capital baiana.

Fonte: https://www.trbn.com.br/materia/I20718/caso-katia-vargas-que-nenhum-de-nos-seja-submetido-a-injustica-diz-mae-de-irmaos-mortos

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